Alguns dos nossos livros com as estórias que criámos e construímos, ao longo do passado ano lectivo, no desenvolvimento do Projecto Palavras Desenhadas por Nós estão na net e com apenas um click já todos as poderão conhecer, folhear e ler.
Hoje, na nossa sessão das Palavras Doces na Biblioteca Escolar tivemos a companhia das Escolas da Venda da Luisa e do Avenal. Juntos lemos o texto da obra "Leónia Devora os Livros" de Laurence Herbert e Fréderic du Bus.
No final, para comemorarmos este dia registámos algumas frases acerca daquilo que, para nós, o livro significa e que aqui deixamos para vocês.
Ah! Já agora se ainda não leram "Leónia Devora os Livros" não deixem de o fazer...
O LIVRO É …
- Alegre, divertido e faz-me viajar na imaginação. (Bernardo / Avenal)
-É um amigo porque me diz muita coisa e me faz companhia. (Pedro /Avenal)
- Aventureiro, descontrai-me, faz-nos imaginar muitas coisas e ensina-nos a ler e a escrever (Alexandra / Avenal)
- Uma aventura e um grande amigo porque nos ensina muitas palavras. (Laura / Avenal)
- Um mundo de fantasia. (Pedro / Venda da Luisa)
- É uma aventura imaginária. (Mª Inês)
- Um sabichão, um aventureiro e um tapete voador, porque me dá a conhecer outros lugares (Inês / Avenal)
- Muito bom porque ajuda a ler.(Joel / 1º Ano)
- Um amigo sabichão. (Sebastião / Venda da Luisa) - Brincalhão e engraçado porque me diverte. ( João / Avenal)
- Inteligente. ( João / Venda da Luisa)
- Uma aventura fantástica. (Rafael / Venda da Luisa)
- Para Aprender. (Joel / Avenal)
- O Livro ajuda a concentrar-nos e imaginar. (José / Avenal)
E, para finalizar...
Atenção
O LIVRO combate seriamente a solidão e estimula a imaginação
"> Porquê ler em voz alta para e com as crianças?
Porque, simplesmente quando lê, em voz alta, para o seu filho, mesmo quando ele ainda é bebé, dá-lhe a oportunidade de ouro de começar precocemente a conviver com a prosódia da nossa língua e a desenvolver a sua consciência fonológica.
Isto é, ao ouvir a sua leitura ele vai aprendendo a apreciar e a conhecer as diferentes entoações, ritmo e intensidade que vai dando à sua leitura, a conhecer e a distinguir as diferentes combinações de sons das palavras que vai pronunciando.
Aos poucos, dedicando algum dos seu tempo a momentos partilhados de leitura com o seu filho está a contribuir para que ele comece a construir o seu projecto leitor, fazendo com que aos poucos vá crescencendo a sua vontade de aprender a ler e de se tornar, ele próprio, leitor das suas histórias.
Irá chegar o momento em que ele irá puxar o livro para si e "fazer de conta" que está ler, imitando os gestos que o viu fazer enquanto lia para ele, como se estivesse a dizer "Também já sei ler".
Até que um dia, ele irá ganhar coragem e irá começar a "ler uma história" em voz alta`a sua maneira - mesmo antes de saber ler - orgulhoso dos seu feito de já estar a ler como a gente grande.
Assim, neste ambiente estimulante de conforto ele vai crescer e aprender enriquecendo o seu conhecimento ímplicito da língua.
Sempre que ele ouve uma leitura sua ele está a apreender e a assimilar novas palavras enriquecendo o seu vocabulário. E, sempre que ele o questionar acerca "daquilo" que uma palavra possa querer dizer ele está a aprender e a construir novos significados enriquecendo e desenvolvendo a sua consiência lexical.
Por outro lado, ao tomar contacto através da sua voz de diferentes tipos de texto, ele vai tomar consiência de que tudo o que dizemos pode ser escrito e que as frases transmitem ideias. Desta forma vai aprendendo que a posição dos diferentes elementos da frase obedecem a certas regras, às regras gramaticais da nossa língua, assim como também se vai familiarizando com as diferentes estruturas sintácticas, aprendendo a dizer e a construir frases cada vez mais complexas, desenvolvendo, desta forma, a sua consciência linguística.
Finalmente, ao entrar na escola estes conhecimentos implícitos que o seu filho já construiu e desenvolveu vão contribuir para o desenvolvimento do conhecimentos explícito da língua e tornar bem mais fácil a aquisição e desenvolvimento da aprendizagem da leitura e da escrita.
Como vê é tão simples!...
Apenas com alguns momentos de carinho e de leitura partilhados com o seu filho, ao longo dos seus primeiros anos de vida, pode estar a contribuir para o sucesso pessoal escolar e social
do seu filho. E, não há nada que valha mais a pena que o futuro dos nossos filhos. Por isso, LEIA vai ver que vai VALER A PENA!
Após a realização dos três Encontros de Família, no âmbito de um projecto de Literacia Familiar, fica-nos agora o espaço para uma reflexão pessoal que poderá muito bem, e até seria muito conveniente que fosse, partilhada por todos os parceiros do projecto.
Embora, hoje já muito se fale da relação entre a escola e a comunidade muito ainda há a fazer para que ela se torne uma realidade de parceria, envolvimento, cooperação e corresponsabilidade, e deixe de ser, apenas e só, uma relação formal e instituicional.
O que é facto é que a escola portuguesa não tem na sua tradição escolar esta relação de proximidade e cumplicidade com a comunidade que a sociedade de hoje exige. É necessário continuarmos a investir nessa relação de proximidade entre a família e a escola e dar tempo para que se criem laços de convivência e confiança que permitam uma parceria e convívio social com responsabilidades comuns mas sem que nunca se tentem substituir.
Por outro lado é essencial que os professores sejam incentivados a acreditar e a defender as suas razões pedagógicas, sem qualquer tipo de receio de modo a fazerem valer os seus conhecimentos de causa, com verdade, acreditando e levando os outros - professores, alunos - família e comunidade - a acreditar que a mudança é oportuna, possível e essencial para que a escola e a sociedade, em conjunto, sejam capazes de dar resposta às necessidades educativas das crianças e jovens de hoje.
Todavia, este terá de ser um esforço colectivo para o qual é indispensável que os seus agentes usufruam de uma formação contínua actualizada. Pois, quer queiramos quer não, não existem boas práticas sem uma teoria que as sustentem e sendo nós, os professores, os principais agentes dessa mudança será de todo conveniente que estejamos em constante formação e actualização para, que mais não seja, sermos capazes de sentir vontade de sair para além da nossa sala de aula, partilhar experiências e reflexões naturalmente sem esforço, sem obrigação e sem receios porque esta é uma necessidade premente à nossa condição docente e profissional da educação.
Ora lá estávamos nós com tudo pronto no auditório da EB2.3 de Condeixa para passarmos alguns momento agradáveis à conversa com os Avós da Academia Sénior de Condeixa e o seu professor Bruno Ferreira, enquanto as crianças tinham à sua disposição uma série de actividades possíveis à espera na Biblioteca Escolar, quando com muita pena nossa, mas não surpresa, os pais, os avôs, as avós, a família ou a comunidade não apareceu. À excepção de um casal que levou consigo as suas duas netas, o pai delas que chegou mais tarde e uma mãe que se fez acompanhar pelos seus dois filhos. A verdade é que para além deles apenas estavam presentes os professores envolvidos na preparação do encontro e a Direcção do Agrupamento.
Apesar de uma plateia diminuta a sessão decorreu com muita dignidade tal como se o auditório estivesse repleto de uma assistência interessada e participativa.
No final ficou-nos aquilo que aprendemos sobre a avosidade na sociedade actual, com a certeza de que a jovialidade não depende da idade cronológica mas, acima de tudo, da capacidade que cada um tem de se manter activo, vivo e actual.
Tal como o programado lá estivemos nós no sítio certo à hora combinada à conversa com a Psicóloga Maria João Simões que com a disponibilidade e tranquilidade de sempre lá foi conduzindo a sessão e respondendo a algumas questões levantadas pelos pais presentes e levantando outras que nos faziam reflectir tomando consciência das mensagens ímplícitas das histórias tradicionais e o quanto se encontram desajustadas com os valores da educação e da sociedade actual contribuindo para o aumento da distância entre o sonho mágico de esperar pelo príncipe encantado e a realidade em que cada uma das nossas crianças cresce e que nem sempre será tão mágica assim.
Certo é que a plateia foi em número inferior à do 1º encontro, o que lamentamos imenso. Na certeza porém que também sabemos que esta relação parceira entre a escola, a família e a comunidade só agora começa a dar os primeiros passos. E, como em qualquer relação é necessário algum tempo para se estabelecer a confiança e o hábito da convivência social para além da relação formal instituída. Por isso, resta-nos a convicção que estamos a trabalhar para derrubar barreiras e aproximar todos os parceiros responsáveis pela educação e pelo sucesso pessoal e social de cada uma das nossas crianças.
O segundo Encontro será, no próximo dia 24 de Março, também às 18h30m, na Biblioteca Municipal.
“Nós e os Laços
Ouvir conversar, partilhar experiências e conhecermos a opinião da Psicóloga Drª Maria João Simões pode ajudar a tornar mais simples aquela conversa que nos parece mais complicada de ter com uma criança.
A literatura Infantil como auxiliar de uma abordagem à sexualidade - como fazer e o que dizer quando a criança nos pergunta aquilo que tem o direito de saber sobre a sua sexualidade.
Maria João Simões - licenciada pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação e Mestre em Psicossomática pelo ISPA - Instituto Superior de Psicologia Aplicada.
O terceiro Encontro será a 26 de Março, último dias de aulas deste 2º período no mesmo horário, mas, desta vez no Auditório da EB2.3 de Condeixa-a-Nova
“Histórias
com os nossos Avós”
Vamos passar alguns momentos muito agradáveis à conversa com alguns dos nossos Avós”.
– O que será que muda no espaço de tempo entre ser Pai e ser Avô ou ser Mãe e ser avó?; Qual o lugar dos avós de hoje na vida familiar?...